A macaquice do atraso
O jornalista Diógenes Dantas registra hoje, em seu comentado Blog, que um incidente ontem em Mãe Luíza, Natal, colocou wilmistas e ramo familiar do deputado Ricardo Motta (PMN), adversário político, em choque direto. Pelo relato, algo deprimente, porém previsível.
O mal-estar chega à tona em face de uma ala, envolvida, ter relação com figura graduada – um deputado. Entretanto, da capital ao interior os incidentes e provocações, algumas escaramuças, repetem-se perigosamente desde o primeiro turno. O estágio agora é de exaltação maior, devido o nível renhido da disputa.
Credite-se esse estado de ânimo à parcela considerável da elite política que disputa o poder. Eles sabem que está em jogo não apenas uma eleição, mas o futuro e os negócios – de certas famílias, que loteiam há anos o RN e suas instituições.
Na briga de verdade pela hegemonia política, essa gente açula militantes e inocentes úteis para o confronto. Se cair uma vítima fatal, quem se responsabilizará? Claro que nenhum deles, que se imagina acima do bem e do mal. Boa parte é protegida por institutos – desvirtuados - como foro privilegiado e imunidade parlamentar.
Com discursos inflamados, às vezes irados, numa retórica passional perigosa, vários políticos promovem o renascimento do radicalismo. Fomentam a intriga, a inimizade gratuita e fazem do achincalhe uma regra na convivência perigosa entre contrários.
Quando alguém do alto de um palanque promete “surra”, em adversário, faz emergir sentimentos primários nos menos estáveis. Qualquer conhecedor mediano da semântica, semiótica e da neurolinguística sabe que a grosseria ao ser verbalizada, pode detonar reação de conseqüências preocupantes.
“Surrar” não é sinônimo de “derrotar”. O primeiro tem tradução literal no gesto violento. Representa “maltratar com pancadas”. As percepções e experiências da massa traduzem-na, em muitos casos, ao pé da letra e não como sinônimo de "vencer".
O vale-tudo da política do RN precisa ser revisto. O povão apenas repete o que enxerga nas macaquices de muitos dos seus líderes. Há nisso o silhueta do retrocesso.
PRIMEIRA PÁGINA
PESO – Os prefeitos de Encanto (Gonçalo Neto) e Doutor Severiano (Francisco Néri), que no primeiro turno abandonaram a candidatura Wilma de Faria (PSB) “por falta de compromisso” e agora retornam no segundo, ao wilmismo, tiveram bom desempenho pró-Garibaldi Filho (PMDB). Em Encanto, Garibaldi obteve 69,14% dos votos, contra 30,44% de Wilma. Em Doutor Severiano, Garibaldi conseguiu 77,36%, enquanto a governadora ficou em 22,20%. Os números aí servem para identificar se os prefeitos, no segundo turno, desmancharão o que pregaram na campanha passada, há poucos dias. Maravilha essa turma!
COM WILMA – A adesão formalizada para o segundo turno do candidato derrotado ao Senado, Geraldo Melo (PSDB), a Wilma de Faria, é meramente protocolar. Na reta final do segundo turno ele saiu da suposta neutralidade e, com raiva, ajudou a eleger indiretamente Rosalba Ciarlini (PFL) senadora. Boa parte de suas intenções de voto migrou para Rosalba, quando o ex-senador passou a endurecer verbalmente com Garibaldi. E em se tratando de votos, um exemplo é Ceará-mirim, governado por sua mulher, dona Edinólia Melo (PSDB). Wilma obteve 61,47% dos votos, contra 35,43% de Garibaldi.
DESOVA – Nos intramuros do governismo mossoroense, não falta quem esteja batendo com a língua nos dentes, falando demais e burramente – mantendo a média. Alardeia-se jocosamente e em tom de fanfarrice, que o promotor Eduardo Medeiros (Patrimônio Público e Eleitoral) “está com a cama feita”. Aposta-se em caráter de assertiva, que ele por ter pedido a detenção da prefeita Fafá Rosado (PFL) e investigar uma série de casos suspeitíssimos no poder, seria “desovado” noutro município. A ignorância de parte considerável dessa gente do Mundo Mágico de Nós, no Palácio da Ineficiência, chega a níveis alarmantes. O promotor, titular como doutor Eduardo, é inamovível. Explico: só por interesse próprio ele pode sair da comarca mossoroense.
“TECNOLOGIA” – Uma “inovação” no primeiro turno que praticamente passou despercebido foi a simulação de acompanhamento “on-line” do voto secreto dos eleitores. Houve candidato que postou carro perto de seções eleitorais, com gente em seu interior, usando notebook para simular verificação do voto. A negociação era simples: dinheiro na mão do eleitor e o restante após o voto. A pessoa com o notebook fazia encenação, conferindo se o voto tinha sido dado corretamente. Sendo “positivo”, passava a outra parcela do dinheiro ao votante. Genial! Muitos eleitores inocentes teriam caído na armadilha, nessa vigilância à la “Big Brother”.
GERAIS
- Um novo vírus está assolando a net, via e-mail. A modalidade chega com um texto de abertura avisando: “Você está sendo traído (...)”. Não abra o e-mail. Delete-o. Não se deixe levar pela curiosidade e desconfiança. Quanto ao vírus, lhe ajudei. Agora o outro problema, não posso fazer muito. É coisa que botaram na sua cabeça. E isso é como piolho: se eu ficar muito perto, passa para a minha.
- Obrigado à leitura deste Blog a Chagas Silva (www.chagasilva.blogspot.com) em Currais Novos, Josenildo Carlos (www.josenildocarlos.zip.net) em Caicó e a Jotta Paiva (www.jottapaiva.zip.net) em Apodi.
SÓ PRA CONTRARIAR
É bom lembrar que o inimigo insultado de hoje já foi o aliado de ontem e pode ser novamente amanhã.
O jornalista Diógenes Dantas registra hoje, em seu comentado Blog, que um incidente ontem em Mãe Luíza, Natal, colocou wilmistas e ramo familiar do deputado Ricardo Motta (PMN), adversário político, em choque direto. Pelo relato, algo deprimente, porém previsível.
O mal-estar chega à tona em face de uma ala, envolvida, ter relação com figura graduada – um deputado. Entretanto, da capital ao interior os incidentes e provocações, algumas escaramuças, repetem-se perigosamente desde o primeiro turno. O estágio agora é de exaltação maior, devido o nível renhido da disputa.
Credite-se esse estado de ânimo à parcela considerável da elite política que disputa o poder. Eles sabem que está em jogo não apenas uma eleição, mas o futuro e os negócios – de certas famílias, que loteiam há anos o RN e suas instituições.
Na briga de verdade pela hegemonia política, essa gente açula militantes e inocentes úteis para o confronto. Se cair uma vítima fatal, quem se responsabilizará? Claro que nenhum deles, que se imagina acima do bem e do mal. Boa parte é protegida por institutos – desvirtuados - como foro privilegiado e imunidade parlamentar.
Com discursos inflamados, às vezes irados, numa retórica passional perigosa, vários políticos promovem o renascimento do radicalismo. Fomentam a intriga, a inimizade gratuita e fazem do achincalhe uma regra na convivência perigosa entre contrários.
Quando alguém do alto de um palanque promete “surra”, em adversário, faz emergir sentimentos primários nos menos estáveis. Qualquer conhecedor mediano da semântica, semiótica e da neurolinguística sabe que a grosseria ao ser verbalizada, pode detonar reação de conseqüências preocupantes.
“Surrar” não é sinônimo de “derrotar”. O primeiro tem tradução literal no gesto violento. Representa “maltratar com pancadas”. As percepções e experiências da massa traduzem-na, em muitos casos, ao pé da letra e não como sinônimo de "vencer".
O vale-tudo da política do RN precisa ser revisto. O povão apenas repete o que enxerga nas macaquices de muitos dos seus líderes. Há nisso o silhueta do retrocesso.
PRIMEIRA PÁGINA
PESO – Os prefeitos de Encanto (Gonçalo Neto) e Doutor Severiano (Francisco Néri), que no primeiro turno abandonaram a candidatura Wilma de Faria (PSB) “por falta de compromisso” e agora retornam no segundo, ao wilmismo, tiveram bom desempenho pró-Garibaldi Filho (PMDB). Em Encanto, Garibaldi obteve 69,14% dos votos, contra 30,44% de Wilma. Em Doutor Severiano, Garibaldi conseguiu 77,36%, enquanto a governadora ficou em 22,20%. Os números aí servem para identificar se os prefeitos, no segundo turno, desmancharão o que pregaram na campanha passada, há poucos dias. Maravilha essa turma!
COM WILMA – A adesão formalizada para o segundo turno do candidato derrotado ao Senado, Geraldo Melo (PSDB), a Wilma de Faria, é meramente protocolar. Na reta final do segundo turno ele saiu da suposta neutralidade e, com raiva, ajudou a eleger indiretamente Rosalba Ciarlini (PFL) senadora. Boa parte de suas intenções de voto migrou para Rosalba, quando o ex-senador passou a endurecer verbalmente com Garibaldi. E em se tratando de votos, um exemplo é Ceará-mirim, governado por sua mulher, dona Edinólia Melo (PSDB). Wilma obteve 61,47% dos votos, contra 35,43% de Garibaldi.
DESOVA – Nos intramuros do governismo mossoroense, não falta quem esteja batendo com a língua nos dentes, falando demais e burramente – mantendo a média. Alardeia-se jocosamente e em tom de fanfarrice, que o promotor Eduardo Medeiros (Patrimônio Público e Eleitoral) “está com a cama feita”. Aposta-se em caráter de assertiva, que ele por ter pedido a detenção da prefeita Fafá Rosado (PFL) e investigar uma série de casos suspeitíssimos no poder, seria “desovado” noutro município. A ignorância de parte considerável dessa gente do Mundo Mágico de Nós, no Palácio da Ineficiência, chega a níveis alarmantes. O promotor, titular como doutor Eduardo, é inamovível. Explico: só por interesse próprio ele pode sair da comarca mossoroense.
“TECNOLOGIA” – Uma “inovação” no primeiro turno que praticamente passou despercebido foi a simulação de acompanhamento “on-line” do voto secreto dos eleitores. Houve candidato que postou carro perto de seções eleitorais, com gente em seu interior, usando notebook para simular verificação do voto. A negociação era simples: dinheiro na mão do eleitor e o restante após o voto. A pessoa com o notebook fazia encenação, conferindo se o voto tinha sido dado corretamente. Sendo “positivo”, passava a outra parcela do dinheiro ao votante. Genial! Muitos eleitores inocentes teriam caído na armadilha, nessa vigilância à la “Big Brother”.
GERAIS
- Um novo vírus está assolando a net, via e-mail. A modalidade chega com um texto de abertura avisando: “Você está sendo traído (...)”. Não abra o e-mail. Delete-o. Não se deixe levar pela curiosidade e desconfiança. Quanto ao vírus, lhe ajudei. Agora o outro problema, não posso fazer muito. É coisa que botaram na sua cabeça. E isso é como piolho: se eu ficar muito perto, passa para a minha.
- Obrigado à leitura deste Blog a Chagas Silva (www.chagasilva.blogspot.com) em Currais Novos, Josenildo Carlos (www.josenildocarlos.zip.net) em Caicó e a Jotta Paiva (www.jottapaiva.zip.net) em Apodi.
SÓ PRA CONTRARIAR
É bom lembrar que o inimigo insultado de hoje já foi o aliado de ontem e pode ser novamente amanhã.
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