| Jogada de mestre O ex-senador Geraldo Melo (PSDB) fechou a semana passada apimentando mais um pouco a política do RN, que anda sendo feita à base de conversa de comadres. Através da Internet, soltou que a Unidade Popular bem poderia possuir dois candidatos ao Senado, acomodando o seu nome e o da pefelista Rosalba Ciarlini (PFL). Pelo que foi possível se ouvir e ler na imprensa potiguar, quase ninguém percebeu a peçonha contida na proposta. Sentindo-se ameaçado por pressão do PFL que quer entronizar Rosalba no espaço, para fechar apoio à postulação do senador Garibaldi Filho (PMDB) ao governo, Geraldo reage com astúcia. Uma jogada de mestre, sem dúvidas. A firula de Geraldo Melo recrudesce sua candidatura, levando o sistema Alves a tomar uma posição firme em seu favor ou se arriscar a tê-lo por aí, como franco atirador. O que o ex-senador deixa nas entrelinhas, entre outros efeitos de uma hipotética formação com duas candidaturas senatorias, é a possibilidade de ser um nome apoiado pela governadora Wilma de Faria (PSB), direta ou indiretamente. A governadora pode muito bem cristianizar um possível escolhido do governismo, ao Senado, para minar Garibaldi Filho a partir de Geraldo Melo. É pouco provável, no atual cenário, que pode sofrer mudanças até bruscas, um expurgo de Geraldo Melo da plataforma de lançamento ao Senado. Nas últimas semanas ele só teve sinais de fortalecimento do apoio dos Alves. Um dado simbólico, mas que não deve ser ignorado: no sepultamento do líder Aluízio Alves, dia 7 passado, coube a ele discursar em nome dos amigos, à hora da despedida. PRIMEIRA PÁGINA PIOR – Pelo burburinho dos subterrâneos, é possível se identificar que o inferno astral da governadora Wilma de Faria (PSB), com o “foliaduto” na proa dos acontecimentos, ainda nem começou. Se confirmando o que detectamos nesse ambiente, vem maior barulho por aí. São pelo menos dois nichos de problemas grandiosos. AMBULÂNCIAS – O escândalo dos sanguessugas dificilmente deixará o RN fora do mapa da delinqüência com o dinheiro público. O que é lamentável. Quem quiser identificar algumas pistas sobre o assunto é só acessar www.jornalpaginacerta.com.br que vai farejar melhor o caso, em texto do jornalista Carlos Duarte. FECHADO – Peemedebista de quatro costados, o ex-prefeito de Areia Branca Bruno Filho deverá votar na chapa proporcional Betinho Rosado (PFL)-Leonardo da Vinci (PFL), federal e estadual respectivamente. Os três, sob a batuta do ex-deputado Carlos Augusto (PFL), tiveram entendimento em longa conversa à semana passada em Areia Branca, sob as bênçãos do ex-prefeito Expedito Leonez (PFL), adversário histórico de Bruno Filho, ex-prefeito por duas vezes (87 e 2001), mas cassado em 2004. APODI – Aproveitando boa aglomeração humana em Apodi no sábado, em feira de ovinocaprinocultura, a ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PFL) se movimentou bastante. Saira de Mossoró, onde esteve presente em evento de entidades comunitárias, direto para o novo compromisso à cata de apoio popular ao seu projeto de chegada ao Senado. CONSTÂNCIA – Chamava-se “Constância”, a popular que se enfurecia nos anos 60/70 em Mossoró, quando a meninada e adultos bradavam: “Aluízio morreu!” Em recente crônica que assinamos neste blog, reproduzida domingo, 14, pelo jornal Página Certa, não imprimimos essa identidade, por falha de memória. Mas leitores nos socorrem para resgatar essa história mais detalhadamente. POLÍCIA – A violência em São Paulo, bancada pelo Primeiro Comando da Capital, o PCC, com mais de 60 mortos em cerca de três dias, supera os números do Iraque em guerra. Lá foram pouco mais de 32 assassinatos em igual período. O Estado brasileiro perde a guerra contra o crime, porque confunde amplo direito à defesa com ilimitada chance à impunidade, além de ser negligente em políticas sociais e de segurança. Sinteticamente estão aí as causas da carnificina, da barbárie. GERAIS - O bancário aposentado Francisco Cabral, “seu” Cabral, figura boníssima da geografia humana de Mossoró, anda com a saúde bem delicada. Nossa torcida por sua recuperação. - Mas quem está em situação de penúria é o popular Ribinha, figura bastante conhecida em Areia Branca. Tem se valido da Casa de Apoio que a Prefeitura areia-branquense mantém na capital, para se socorrer nos infortúnios. - Na quinta, 11, o Teatro Dix-huit Rosado viveu momentos de tumulto. Por pouco um grupo de pessoas não quebra uma das portas e machuca até a diretora Meire Ester Fernandes, na pressa de buscar melhores lugares nos assentos para espetáculo de humor do “Espanta”. O caso deixa claro, de novo, que educação não é um bem-monopólio da “gente fina”. Deprimente, mas verdadeiro. - “Seu” Veri, simpático comerciante do conjunto Santa Delmira em Mossoró, tio do publicitário-jornalista Phabiano Santos, casou-se no domingo. E o que é mais estranho: com a mesma mulher com quem vivia há vários anos. Está em lua de mel, lógico. - Quem aportou em Mossoró foi o jornalista Luis Fausto, filho do saudoso jornalista Dorian Jorge Freire. Ele atua há anos na imprensa de Brasília. - Cinco emissoras de rádio comunitária estão com processo de concessão para funcionamento em Mossoró. A burocracia deu passadas largas nos últimos meses. |
segunda-feira, maio 15, 2006
COLUNA DO HERZOG
sábado, maio 13, 2006
CRÔNICA
“O número de loucos é infinito”, (Eclesiastes, I, 15)
Não sei exatamente qual personagem povoa minha mente, quando passo a tentar decifrá-lo e descrevê-lo agora. Pode ser um vaqueiro, policial, playboy, cantor, fotógrafo, punk, pastor, sei lá... Investido de plenos poderes para brincar de ser alguém em seu mundo próprio, Pedro no fundo era único. Vestia-se e fazia caras e bocas de qualquer um e ao final era o mesmo. Apesar de múltiplo, fez-se apenas Pedro, o “louco”. Ou o breve.
Submerso nas águas do rio Mossoró, numa madrugada do dia 18 deste março de 2006, levou consigo todas as mil faces, aspirações e as interrogações comuns a quem teve presença terrena fugaz, mas inquietante. Improdutiva, estéril, pode afirmar a maioria. Não! Meu amigo talvez fosse apenas um “maluco beleza”. Inofensivo.
Havia quem enxergasse nele características psíquicas de um autista (pessoa que vive num mundo pessoal, sem interagir com nada e ninguém). Contudo, esse perfil patológico não batia. Histriônico, loquaz, gestual forte, era impossível não ser notado serpenteando por ruas, praças e endereços comerciais da cidade. Às vezes se revelava introspectivo. Casmurro, fechado em si, devia passear por seu eu, em busca de uma nova persona.
Na verdade, quem poderia adivinhar o que borbulhava naquela cabeça?
Passadas largas e desengonçadas, corpo de estatura mediana e esguio, olhos vivos, sobrancelhas grossas, nariz adunco, bigode ralo, rosto afilado e uma nítida gaguez sempre que se apressava em falar. Pedro real era assim. Mas podia despontar com cabelos oxigenados, chapéu de cowboy ou uma Bíblia colada ao corpo “pregando” contra belzebu.
O fim cruel cairia como uma luva à literatura. Vivo fosse, Fernando Sabino teria outro Viramundo, “o grande mentecapto”, para romancear. Suas aventuras seriam no “País de Mossoró”, território único. Entretanto, ao contrário de Viramundo, enterrado como indigente aos 33 anos, Pedro, 28, teve um sepultamento modesto e cristão. Ainda bem.
Numa extensa lista de tipos populares que marcam o universo humano de Mossoró, de “Maria Pata Choca” à “Poeta”, pelo menos algum verbete deve imortalizá-lo. Como tantos outros que viveram fora do que nossa sociedade denomina de “normalidade”, Pedro fez sua parte. Cumpriu sua sina, diriam os teóricos da corrente que acredita no “destino” como uma peça divina, uma tragédia grega, traçada lá em cima.
Para quem sonhava com o estrelato, em ser notícia, ironicamente foi a morte quem materializou tantos devaneios. Nessa aspiração ele não marchava só. Caetano Veloso em uma de suas composições resolveu inocentar a todos nós desse delírio egocêntrico: “Gente é para brilhar”. O problema é que muitos querem ser o próprio “big-bang” (explosão que teria criado a via láctea). Bem, mas isso é outro delírio. Coisa de quem é “normal”.
“Aí, Carlos Santos, quando você vai botar no jornal uma matéria comigo?” Essa cobrança está latente. Meu amigo, só agora lhe atendo humildemente. Como aprofunda Erasmo de Rotterdam no clássico “Elogio da loucura”, nada é mais espiritual que fazer com que as frivolidades sirvam às coisas sérias.
Cá para mim: tenho uma dedução quanto à sua morte. Encontraste-a à procura da vida, extraindo o último personagem de sua mente fértil – Netuno, o deus das profundezas.
sexta-feira, maio 12, 2006
COLUNA DO HERZOG
Fafá mudará equipe Sim, haverá mudança na equipe de auxiliares da prefeita Fafá Rosado (PFL). Esse ponto está definido. Entretanto, as alterações não devem seguir o ritmo que alguns próceres do poder desejam, como uma espécie de “purificação”, em que seriam expurgados nomes excessivamente rosalbistas. O que está em inclinação forte, é que determinados secretários e gerentes, além de nomes de outros escalões, se licenciem durante período da campanha eleitoral para melhor aproveitamento pelos candidatos ligados ao governo. A prioridade, logicamente, é a eleição do médico Leonardo da Vinci Nogueira (PFL), marido da prefeita. A eleição de Leonardo não é apenas uma aspiração da prefeita e do seu emergente grupo, incrustado no rosalbismo. Ao mesmo tempo, a conquista guarda outros interesses, que vão da necessidade do médico para atendimento à questão pessoal, à demonstração de força política. Seria injustificável para Fafá, que é lapidada para ser uma líder populista-eleitoral, não viabilizar a eleição do próprio marido à Assembléia Legislativa. Pelo menos é esse o raciocínio de vozes influentes próximas à prefeita. E que faz sentido. É no mínimo racional e lógico. Substituições temporárias atingirão o titular de Serviços Urbanos, Alex Moacir, e o chefe de Gabinete Gustavo Rosado. Outras poderão acontecer com o mesmo propósito. Confirmando-s a decisão, o caso não deve ser encarado como episódio atípico. Nas eleições municipais de 2004, por exemplo, a então prefeita Rosalba Ciarlini (PFL), que apoiou Fafá, ajustou sua equipe para liberar assessores à campanha vitoriosa da atual prefeita. PRIMEIRA PÁGINA ROGÉRIO – O presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Júnior Escóssia (PFL), vem costurando apoios ao pré-candidato a deputado federal Rogério Marinho (PSB), dirigente do legislativo em Natal. Na prática, Júnior muda pregação que fazia há poucos meses, de que Mossoró deveria apenas votar em “candidatos da terra”. E tem mais um pequeno problema. Os dois – Júnior e Rogério – devem fazer parte de grupos que estarão em lados opostos na campanha, como ocorre no momento. DO CONTRA – A ascensão do sargento Osnildo (PSL) à Câmara Municipal de Mossoró não enseja apenas admiração entre seus pares, da polícia do RN. Estão surgindo vozes do contra na corporação militar sediada na cidade, articulando candidatura a vereador que se sobreponha o nome de Osnildo na eleição de 2008. POR AQUI – Enquanto a ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PFL) ocupava o tempo nessa sexta, 12, em Natal, com programação sócio-política, o seu marido e ex-deputado estadual Carlos Augusto tratou de viajar para Mossoró. O irmão caçula Dix-sept Filho o aguardava num restaurante da cidade. CONTATOS – O suplente de deputado estadual Gilvan Carlos (PSB) vai ter muita dificuldade para sobreviver politicamente na campanha deste ano. Bases importantes dos seus redutos eleitorais estariam sendo caprichosamente abordadas por outros adversários dentro do próprio sistema governista. Ele já andou se queixando à cúpula do sistema da governadora Wilma de Faria (PSB) . PRIMEIRA MÃO – O semanário Página Certa (www.jornalpaginacerta.com.br) comandado pelo jornalista Carlos Duarte, foi quem primeiro despertou a atenção da opinião pública no RN quanto a crimes envolvendo ambulâncias, fundações e nomes de parlamentares. As primeiras matérias aconteceram no final do ano passado. Não foi por acaso, anote por favor, que um dia após sinalizar com o assunto no início deste mês, a Polícia Federal fez estardalhaço em relação aos “Sanguessugas”. GERAIS - O Jornal Plural, novo periódico impresso que circula em Mossoró, nasce com bom conteúdo. A entrevista com o jornalista Alberto Dines e a presença de nomes como José Nicodemos e Leontino Filho enriquecem o trabalho. - O empresário de eventos Tácio Garcia (Gondim & Garcia) zarpou para Natal. Dedica o domingo à companhia de sua mãe, dona Salete, no Dia das Mães. - Depois de furtar R$ 15,00 de um modesto comerciante no centro de Mossoró, próximo ao Boulevard Central, um menor justifica seu ato: “Eu posso roubar. Ninguém pode me prender”. Sem comentários. - A Confraria do Flávio’s, que há pelo menos 18 anos se reúne no restaurante que a batiza, mantém suas reuniões aos sábados a partir do meio-dia. Por lá, Elviro Rebouças, José Dias, Anchieta Medeiros, João Newton da Escóssia, Chico Borges, Chico Leite e muitos outros falando de tudo um pouco, na mais completa harmonia. - Regina Cunha, que presta consultoria à TV Cabo Mossoró (TCM) na área de comunicação, ainda não definiu data para colocar no ar o programa-âncora do jornalismo da emissora. Mas é certo que o horário ficará ao meio-dia. - Quem agendou o final de semana em Mossoró foi o advogado Honório de Medeiros. Ele passa o Dia das Mães com os pais, dona Aldeíza e “seu” Chico Honório. - A Catedral de Santa Luzia sediou à tarde desta sexta-feira uma missa em lembrança à Aluízio Alves, falecido no sábado, 6, semana passada. - Na Universidade Potiguar, Campus de Mossoró, nos últimos dias a segurança privada da instituição prendeu seis suspeitos - ou indivíduos de prontuários conhecidos - tentando agir delituosamente em sua área. A segurança pública é uma piada. |
quinta-feira, maio 11, 2006
COLUNA DO HERZOG
Cronista de inteligência e perspicácia fulminantes, Stanislaw Ponte Preta se esbaldaria com o Brasil moderno. Por muito menos, ele emborcou a república, macaqueando costumes e atitudes da vida nacional entre os anos 40 e 60. A matéria-prima era a postura rocambolesca da elite, a graça do zé-ninguém ou as peripécias da malandragem de botequim.
Num tempo de brilhantismo intelectual, da ousadia político-administrativa de JK e da migração em massa de levas de brasileiros do campo às cidades, (o Sérgio Porto, seu verdadeiro nome), “suava” para escrever. Mesmo a banalidade, estaria decididamente obrigada ao festim nesse hemisfério, abaixo da linha do Equador.
Pincelando o Brasil da era Lula, herdado em vícios ao quadrado dos tucanos de FHC, o cronista enfrentaria uma concorrência desleal. Isso, mesmo se levando em conta a facilidade para a exploração de temas que estão à superfície, em estado natural, germinando em profusão na pátria brasileira.
Não dá para idear o que sairia da cabeça satírica de Stanislaw. É certo, que no mínimo estaria embaraçado na narrativa quanto a diversos personagens da política e seus soldados rasos. Seria para rir ou chorar, descrever que em vez de transferências eletrônicas de numerário, o PT bolou a cueca on-line?
Noutra frente de produção hilariante, um ex-ministro petista desembarca em Mossoró e garante: “Em dez anos é possível acabarmos com o analfabetismo”. Pelo visto, o Zé Dirceu, e não o Carioca, costura plano de extermínio em massa - e não de supressão em larga escala da ignorância. Seria a solução final que Hitler e Stalin encetaram, aqui numa versão analfas tropicais.
Refluindo um pouco no tempo, aparece um ex-assessor que teria acompanhado malas abarrotadas de dólares cruzando os céus do país, para financiamento de campanhas. Entretanto, ele se diz inabilitado para maiores esclarecimentos, porque estava “bêbado”. Seria pavor duplo: quem tem, tem medo. Estando grogue, mais ainda.
Recentemente exumaram o Silvinho, o Sílvio Pereira. O ex-secretário geral do mesmo PT, que brincava com seu jipinho Land-Rover doado por amigos, está pirado, perturbado e sofrendo de amnésia. Além de palavras quase ininteligíveis como “gugu-dada dinheiro”, ele só consegue balbuciar com segurança que “o presidente Lula não sabia de nada”.
Com tanta fartura de histórias desse siticom (comédia de costumes), Primo Altamirando, Rosamundo e Tia Zulmira, personagens vivos de Stanislaw Ponte Preta, não teriam vez. E o próprio autor, também afeito à composição musical, faria a releitura de um imortal sucesso seu. Ganharíamos a versão Samba do Petista Doido (pelo poder).
PRIMEIRA PÁGINA
CENSO - Quando esteve pelo Congresso Nacional como deputado constituinte, Lula estimara que “300 pilantras” viviam nessa toca. Depois do levantamento inicial recente de que pelo menos 170 estão passeando às expensas de ambulâncias superfaturadas, a contagem se aproxima do censo feito pelo então barbudo e esquerdista Lula. Ah, moleques!!
DUPLO – Setores do sistema da prefeita Fafá Rosado (PFL) alimentam noticiário político em duas frente. Numa, irriga a idéia da linha dura de que quem não estiver apoiando o médico Leonardo da Vinci Nogueira a deputado estadual, será expurgado. Em outra direção, afirma algo diametralmente oposto. Quem ganha a fama de mau é a oposição – que na verdade não existe em Mossoró.
REPRODUÇÃO – Em conversa informal entre amigos, a mulher do deputado federal Betinho Rosado, Meire Barrocas, comparou com propriedade: “Geraldo Alckmin (pré-candidato a presidente pelo PSDB) me lembra muito Luiz Pinto (ex-candidato a prefeito de Mossoró em 1992).” Segundo ela, Alckmin não empolga. Só para lembrar: Luiz Pinto perdeu as eleições àquele ano para Dix-huit Rosado.
DESDÉM – O desdém com que alguns partidários dos senadores José Agripino (PFL) e Garibaldi Filho tratam a governadora Wilma de Faria (PSB) não se ampara na realidade dos fatos. Se a governadora é tão frágil, por que o empenho comum de adversários históricos em se juntarem à disputa contra ela?
GERAIS
- Obrigado pelo contato do advogado-professor David Leite, que está além-mar, na Universidade de Salamanca (Espanha) em estada de estudos. Continue nos acessando.
- Também agradecimentos ao advogado Daniel Victor, psicanalista Graça Sabino (Natal), jornalista Kalianne Pereira “Santos”, médico Othon Marinho (Chicago-EUA), engenheiro Rogério Fridman (Berlim).
- Minha cara Rose Cantídio, mantenho-me naquele mesmo número de celular que lhe passei há semanas.
- Incompreensível que um dos organizadores do movimento de associativismo para os flanelinhas de Mossoró não tenha tido o direito inalienável, à palavra, em encontro ocorrido na Câmara de Vereadores. O MP lhe suprimiu o espaço, em favor de um “boneco” arrebanhado às pressas pela própria prefeitura para apenas elogiar o governo.
- Um dos líderes dos grevistas da educação da Uern, o professor Lúcio Ney é enfático. “A paralisação é política, mas lutamos nesse contexto pela execução de um Plano de Cargos e Salários e não diretamente por um benefício financeiro para este instante”.
quarta-feira, maio 10, 2006
COLUNA DO HERZOG
Direto para o caldeirão O embate silencioso entre setores do governismo municipal, na busca por espaços à prevalência eleitoral de nomes como da deputada Ruth Ciarlini (PFL) e médico Leonardo da Vinci (PFL), ganha dimensão ensurdecedora. Os sinais de animosidade, mesmo que caprichosamente disfarçados pelas partes envolvidas no caso, deixam de ser subjetivos, para se transformarem em gestos concretos. O noticiário do jornal Gazeta do Oeste (www.gazetadooeste.com.br) de hoje, 10/05/06, não apenas avisa, como aponta a porta da saída da prefeitura para “soldados” da campanha à reeleição de Ruth Ciarlini. Na tentativa do terceiro mandato consecutivo, a irmã da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PFL) sofre acelerado ritmo de desnutrição de apoios no âmbito do governo. E as perdas não se processam de modo natural. É por indução. Cogente, ou seja, na força mesmo. Ao mesmo tempo em que o marido da prefeita Fafá Rosado (PFL) dá entrevista à imprensa afirmando existir harmonia oriental entre ele e Ruth, apesar de disputarem votos na mesma faixa de eleitores, a realidade é incandescente. Fontes do governo, como sempre sem identificação textual, mandam recado de “enquadramento.” Quem não estiver com Leonardo, estará contra Fafá. Mas claro, impossível. É bom que esclareçamos aos desavisados ou estranhos à sinuosa política praticada em Mossoró, um determinado detalhe: Fafá e Rosalba Ciarlini não são adversárias. A primeira foi apoiada pela segunda à prefeitura em 2004, saindo-se vencedora. Entretanto, não esqueçamos que Rosalba além de ter concorrido decisivamente à vitória de Fafá, também soube derrotá-la em 2000, na disputa municipal. Sim, as duas foram adversárias num passado ainda próximo. Não estamos diante de uma fritura no tacho, como qualquer iguaria da culinária regional. O que há é um fogaréu embaixo de uma “caldeirada” da gente. PRIMEIRA PÁGINA FICA – A professora Dorinha Burlamaqui continua na Gerência da Saúde, apesar de ter em sua cola o bedel Tupinambá Nogueira, sobrinho do médico Leonardo Nogueira. Ela esteve a ponto de ser extirpada da pasta por influência do “núcleo duro” do novo braço da família Rosado, que tem a prefeita Fafá Rosado como referência eleitoral. Mas dizem que, por bom senso, preferiram mantê-la no posto. Ah, bom. FOLIODUTO – Quem conhece bem o funcionamento da máquina do Estado, sabe que o “xis” da questão no esquema do Folioduto não é a Fundação José Augusto. Uma autarquia se for devidamente investigada vai causar estrago ainda maior. Pode anotar. POINT – O Bar do Galego, numa rua secundária à Ceasa em Natal, mesmo com sua estrutura modesta, tem sido ponto de encontro de nomes diversos da política do RN. Em especial, não tem falado próceres do grupo governista estadual. METRÔ – A obra de urbanização do giradouro do Hotel Thermas na BR-3004, área urbana de Mossoró, em breve vai entrar no Guiness Book, o livro dos recordes. A obra teve início em dezembro de 2004. Passado quase um ano e meio, ainda está sendo produzida. Parece edificação de igreja barroca. Ou metrô. Nem Freud explica, muito menos Ministério Público, Tribunal de Contas e Câmara de Vereadores. PF – Muita gente acha que em Mossoró, PF é apenas as iniciais de “prato feito”, típico formato comercial de almoço. Essas letras, assim dispostas, também representam identificação da Polícia Federal, gente. GERAIS - A TV Redenção, do grupo HGO (Hospital Geral de Olhos) de Mossoró, com os empresários Tiano Vasconcelos e Wanderlânio Carolino, poderá entrar no ar até setembro. A concessão pública saiu há poucos meses. - Assu se prepara para seu período junino com atrações diversas. Na noitada do dia 25 já se fala no trio Joanna, Roupa Nova e Capilé. - Os jornais De Fato e Gazeta do Oeste abriram a guarda e fizeram dois gols contra recentemente. No seminário de marketing político e eleitoral, o De Fato ouviu o palestrante – que ele patrocinava ao lado da agência Modus – Cid Pacheco afirmar: “Os jornais não têm força eleitoral”. Pior, impossível. Já a Gazeta, hoje publica matéria apontando queda na circulação e tiragem dos jornais impressos, fenômeno mundial. - Editor-geral do jornal O Mossoroense, Leonardo Sodré teve um susto com disritmia da saúde, mas está voltando à lide. Já se anunciou como um dos nossos leitores. Obrigado. - Este blog pode ser acessado diretamente no endereço www.herzogcarlos.blog.com, ou em link no acesso feito ao saite www.jornalpaginacerta.com.br, que simpaticamente cede espaço à nossa hospedagem. - O empresário Bebé Rosado está passando dias concentrados no trabalho em Mossoró. Ele reestrutura a agência Harabello, especializada em viagens. O endereço é no Boulevard Central. - O amontoado de veículos que ficou estacionado no entorno do Sesc de Mossoró no domingo, para importante evento da Potyran, concessionária GM, foi um chamariz para os marginais. Incontáveis carros foram arrombados. |
terça-feira, maio 09, 2006
COLUNA DO HERZOG
Olhos críticos, despidos de um natural sectarismo ou acanhado partidarismo, não podem se desviar do foco que a crise político-institucional brasileira cobra. Há um entrechoque de discursos, que alimenta um debate permanente em rede nacional, mas que está longe de passar à opinião pública uma mensagem confiável, sobretudo do governo do presidente Lula, o "Lulinha paz e amor".
Vende-se um rosário de peças de retórica, sofismas que são escudos à proteção e blindagem presidencial, para viabilizarem sua reeleição ao Palácio do Planalto este ano. É decepcionante se ouvir a ladainha de próceres do governo, considerando o bombardeio ao presidente como objeto de recalque e preconceito de uma chamada elite. De antemão, se confunde o próprio sentido da palavra elite.
A elite governante hoje é o PT, com apoio de certas forças historicamente burguesas, patrimonialistas, excludentes, oligárquicas e espoliadoras.
Descabida é a defesa ao presidente, se argüindo que por ter origem humilde, vindo do proletariado, do sertão nordestino e não possuir um canudo de curso superior, ele estaria sendo imolado por uma minoria privilegiada. Inconcebível ainda é que declarações como de ex-colaboradores do próprio partido do governo, veja-se o caso Sílvio Pereira, tenham o tratamento público de indiferença e desdém.
Estamos diante de um governo cínico, repetindo técnicas e o "modus operandi" de quem criticava quando era oposição. Os indícios de aparelhamento do Estado não são invencionices oposicionistas, mesmo se levando em conta que ela não está amparada moralmente para criticar e julgar. Entretanto, é inadmissível que a sociedade testemunhe a vulgarização da política, numa república onde o óbvio "lulante" passeia em movimento pendular, conceitual, entre o sujo e o mal lavado.
PRIMEIRA PÁGINA
LEONARDO – Um dos palestrantes do Seminário de Marketing Político e Eleitoral (Jornal de Fato/Modus), o paulista e especialista em pesquisa, Vicente de Salvi, deixou a turma que faz a pré-campanha do médico Leonardo da Vinci Nogueira (PFL) sobressaltada. Ele disse que transitando pela cidade viu adesivos com mensagens de péssimo gosto e que ensejavam sentidos diversos sobre "um médico". Faz sentido. Um desses adesivos afirma que "Leonardo é o cara". O cara de quê? Para quê? O cara que faz o quê?
LEONARDO II – Há tempos, quando escrevíamos para o Página Certa, alertamos para esse tipo de problema que passa despercebido a quem quer ajudar, "desinteressadamente", o médico e marido da prefeita Fafá Rosado (PFL). Outro slogan pobre é o tal "Médico da gente", numa associação perniciosa com o lema da administração Fafá Rosado. De qual gente? Gente da família?
LEONARDO III – Slogan e jingles de campanhas já deram muito volver em campanhas eleitorais. Há poucos anos, uma candidata a vereador em Mossoró tinha um jingle horroroso, onde se repetia indefinidamente "Socorro é (...)" até se completar, fora da letra original, o que ela poderia ser. Aí a imaginação era ampla. O “cara” e o “da gente” de Leonardo são analogias perfeitas e nefastas.
CONFISCO – Na Câmara Municipal de Mossoró, os vereadores tiveram um susto na hora de recebimento de extrato quanto aos seus vencimentos. Descontou-se uma contribuição para recente evento de uma empresa privada na cidade, sem autorização dos vereadores. A subtração atingiu até funcionários com cargos comissionados. O proprietário da empresa foi avisado sobre o caso e observa que a manobra, sem o seu apoio pessoal ou incentivo, deve causar problema de imagem à sua marca. Se o caso chegar ao Ministério Público, TCE...
SANGUESSUGAS – O escândalo da negociação de ambulâncias com fundações, prefeituras etc, envolvendo políticos, assessores parlamentares e outras espécies "humanas" promete render muito. A Polícia Federal investiga o caso. E é bom que se diga que o RN – e Mossoró – onde a "ambulancioterapia" é prática da classe política, não está fora do mapa do crime odioso que envolve milhões e afeta o cidadão humilde.
POVO? – A imprensa do RN cobre há meses o emaranhado que envolve formação de chapas à campanha deste ano, com mil fórmulas, muitas das quais bastante improváveis. Mas não se aborda, mesmo que superficialmente, nada que se refira a plano de governo, propostas sociais e iniciativas que na verdade beneficiariam o povo. Nem como objeto de retórica essa dialética está sendo adotada. A elite política do RN continua dando mostras de que o sentido de "massa" de vez se transformou em objeto de uso, não em sentido coletivo de gente.
GERAIS
- O empresário-radialista José Mendes, que tem programa matinal na Rádio Difusora, faz e refaz planos para seu horário. Tem motivos. A renovação contratual de José Mendes, por cifras adiantadas que pagou pelo espaço terceirizado, o deixa à vontade por cinco anos na emissora. Parabéns e sucesso.
- O advogado Honório de Medeiros, mossoroense que milita em Natal, mas escreve crônicas-artigos semanais para o jornal Página Certa (http://www.jornalpaginacerta.com.br/), vai lançar livro em breve. O conteúdo será coletânea do que tem escrito no semanário e outros textos. Honório é um escultor da língua-pátria, arrimado num detalhismo barroco.
- O comando geral da Polícia Militar do RN continua usando dois pesos e duas medidas, no tratamento dado à corporação na capital e interior. Um exemplo a mais: o vereador sargento Osnildo (PSL) de Mossoró propôs instalação de condicionador de ar em estrutura para policiais no 2º BPM (Mossoró), mas foi vetado. Já em Natal, local idêntico tem esse benefício, com tudo funcionando numa boa. E é porque o vereador prometeu doar os equipamentos necessários à obra.
- Continua em avançada deterioração o trecho da BR-304 entre Natal e Mossoró. O percurso entre Lajes e Mossoró é o que merece maior atenção. Em sua passagem para palestra por Mossoró, o ex-ministro José Dirceu comentou que era para existir duplicação da BR entre Mossoró e Natal. Só não disse por que o governo não desencadeou o empreendimento, cara pálida.
- A Orquestra Sanfônica de Mossoró, que reúne músicos onde predominam logicamente as sanfonas, está ensaiando às segundas-feiras no antigo Clube Ipiranga (Aceu), centro. O grupo é uma importante e real iniciativa à cultura de raiz, que o poder público local fomentou. Bem diferente da avalanche abjeta do forró elétrico produzido no Ceará e adotado por aqui como prata-da-casa. Ah, quem quiser apoiar a orquestra é só contatar pelo fone (84) 3312-0207.
- Os radialistas Ubiratan Saldanha e J. Régis da Rádio Difusora iniciam no próximo dia 19 uma excursão que tem como alvo principal o heterogêneo Chile, com belezas que vão do deserto do Atakama aos vinhedos. Boa viagem.
segunda-feira, maio 08, 2006
COLUNA DO HERZOG
Aluízio não morreu Cassado pelo regime militar, o ex-governador Aluízio Alves manteve-se presente no imaginário norte-rio-grandense, não obstante o desterro político. Garoto, ainda, lembro de uma mendiga vagueando pelas ruas de Mossoró, que incorporava a síntese da revolta dos partidários de Aluízio diante daquela violência. "Aluízio morreu!" – bradavam meninos travessos que a sitiavam, debulhando incontáveis vezes essa sentença. Irada, ela corria de encontro a eles, - eu, confessadamente, muitas vezes estava entre os travessos. Palavrões e o que tivesse à mão serviam à sua reação ao sacrilégio professado pelos infantes terríveis. Morto no sábado, 6, com falência múltipla dos órgãos, aos 84 anos – faria 85 no dia 11 de agosto -, Aluízio Alves deixa um legado incomensurável. Fez parte de um tempo onde a política tinha vícios comuns aos do Brasil contemporâneo, mas prosperavam gestos de espírito público. Precursor de ações de apoio à agricultura de base, reforma agrária, turismo, eficiência administrativa estatal, programa de habitação popular, energia elétrica e tantos outros pioneirismos, Aluízio efetivamente foi incomum. Num ambiente de paixões e ódios, não passou despercebido e soube como poucos incorporar a palavra líder. Como um César do semi-árido, saído do sertão do Cabugi, "veio, viu e venceu!" Noutro quadrante de sua vida, igualmente apaixonante, o jornalismo, de novo fez história e esteve à frente do seu tempo. Criador de um complexo de comunicação, também foi uma das estrelas da mítica Tribuna da Imprensa, germinada no Rio de Janeiro pelo irrequieto Carlos Lacerda. A propósito, chefiando a redação da Tribuna da Imprensa, onde conviviam nomes de proa da inteligência nacional, Aluízio Alves "filtrava" os artigos quase sempre incendiários de Lacerda. "Entregue ao DBS," orientava Carlos Lacerda com texto em mãos, numa referência cifrada e bem-humorada ao norte-rio-grandense. DBS era o próprio Aluízio, ou seja, "Departamento do Bom Senso". Em 2001, no primeiro aniversário do Jornal de Fato, do qual era sócio-fundador, fiz a apresentação do seu livro "O que eu não esqueci" em Mossoró. Estação das Artes lotada, desfiei uma breve biografia do autor e resgatei o drama da personagem incidental que ilustra esta crônica. Distante tantos anos daquele período de infância, reconhecia em meu discurso – como agora repito – que a pedinte ensandecida estava certa: Aluízio não morreu! PRIMEIRA PÁGINA EURECA! – Participando de seminário sobre política e marketing no último final de semana em Mossoró, o ex-ministro José Dirceu insultou a inteligência da platéia. Chegou a afirmar que é possível se extinguir o analfabetismo no país em dez anos. Esse feito único na história da humanidade deve estar sendo preparado em laboratório da USP, Unicamp, Embrapa ou na Granja do Torto. Seremos exportadores dessa tecnologia de ponta, que revolucionará a vida terrena. AO VIVA – Debatedora do primeiro dia do seminário promovido pela Agência Modus e Jornal de Fato, a deputada Sandra Rosado lançou mão da astúcia. Na platéia, uma partidária da parlamentar entregou pergunta por escrito que teoricamente a colocaria em saia justa. Foi o suficiente para Sandra roubar a cena, discursando sobre suas atividades. Exagerou na dose, pois provocou um crescente e indignado esvaziamento da assistência. SÓ – Depois de sua palestra no sábado em Mossoró, José Dirceu jantou com militantes e dirigentes petistas, como o deputado Fernando Mineiro, no Kiko’s Restaurante. Ambiente privê. Um detalhe que ficou definido no encontro, é que ele retornaria de carro para pegar avião em Fortaleza, apenas na companhia de um motorista. Vetou-se a presença de qualquer outro acompanhante, por motivos de Estado... ROSALBA – O nome da ex-prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini dificilmente deverá prevalecer como candidata ao Senado, em caso de composição PMDB-PFL. O ex-senador Geraldo Melo cresceu enormemente nos últimos dias na preferência da cúpula peemedebista estadual, para ser realmente "o senador de Garibaldi". Anote, por favor. GERAIS - Sucesso absoluto o sorteio de prêmios, entre eles dois veículos, promovido pela Potyran, concessionária GM em Mossoró e região, no domingo, 7. Parabéns ao empresário Rútilo Coelho e sua equipe. - O ex-juiz de Direito Assis Amorim finalmente se rendeu. Abandonou o vício do cigarro, que o levava a consumir cerca de seis carteiras/dia. São quase três meses de abstinência. - O jornalista Fabiano Morais da Intertv Cabugi está comandando programa na FM 105 aos sábados, a partir das 16h. É o MPB Nordeste, com a autêntica música regional. Não há lugar para "lapada na rachada" ou outras coisas do gênero. - Adotando a cada dia sua misantropia, afastado de aglomerações humanas, o jornalista Emery Costa fez outra vez concessão ao amigo Rútilo Coelho. Ostentando um vistojo chapéu branco à lá Bob Nelson, Emery prestigiou o festival de prêmios da Potyran. - "Time Guerreiro", é o novo epíteto que a torcida do Potiguar está digitando para a paixão alvirrubra. Faz sentido. O time tem tirado certos resultados do puro esforço sobrenatural últimamente, como na vitória suada por 3 x 0 sábado, contra o Assu, no Nogueirão. - Ponto de encontro de público bastante heterogêneo, o "Espetinho do Rabicó" ampliou em tempo recorde seu espaço físico na Avenida Presidente Dutra. O investimento no terreno foi de R$ 250 mil – à vista. O público responde à melhoria. |
Cassiano traça perfil de Aluízio Alves
| Para o publicitário e jornalista Cassiano Arruda, "Aluízio Alves pode ter sido tudo, menos medíocre". Ele foi entrevistado nesta manhã no programa Bom-dia, RN da Intertv Cabugi, quando analisou a importância do ex-ministro para a política e outros setores da vida no Estado e no próprio Brasil. Segundo Cassiano, Aluízio Alves que morreu sábado, 6, em Natal, de falência múltipla de órgãos, é a maior referência política do RN do século XX. Em sua ótica, o ex-governador do RN é uma peça de difícil substituição, pois conseguiu encarnar diversas qualidades excepcionais. "Ele esteve sempre à à frente do seu tempo", afirmou Cassiano. Quem também falou sobre Aluízio Alves, que foi sepultado domingo, 7, em Emaús (Parnamirim), foi Cláudio Emerenciano, ex-auxiliar do então governador no início dos anos 60. Na ótica de Emerenciano, o político e jornalista esteve adiante do seu tempo, com iniciativas inovadoras e revolucionárias em diversos campos. |
quarta-feira, maio 03, 2006
"Kassaki" é novidade para mercado via internet
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Seminário de marketing acontece nessa quinta
Coluna "Herzog" estréia segunda, 8, neste blog
A coluna Herzog é um espaço de variedades informativo-analíticas, que aborda desde temas políticos à economia.
segunda-feira, maio 01, 2006
Página Certa estréia saite na Internet
Câmara de Mossoró tem alteração sustada
De Goebbels a Skarlack
Passado tanto tempo, muito do mito Lampião se deve justamente a esse quase anô-nimo Abraão. Excelente marqueteiro, quando o vocábulo sequer existia no sertão, o capitão Virgulino fez do ex-pupilo do "padim Ciço" seu homem de comunicação.
Produzir lendas vivas não é uma tarefa fácil. O responsável pela imagem de um agente público, alguma celebridade ou de anônimos que se propõem ao estrelato, procura ter muitas ferramentas à mão para atingir seus objetivos.
Um detalhe é que a notoriedade virou produto de consumo fácil, num sistema fast-food de ser. Na política, música, seja lá em que segmento for, o sucesso episódico se multiplica. "Um dia todo mundo terá seus 15 segundos de fama", dizia o artista pop Andy Wharol já nos anos 60.
Entre nós, mesmo diante de reações de censura, manifestações de recalque e sintomas de intolerância contra si, Carlos Skarlack - secretário de Comunicação do governo da prefeita Fafá Rosado - tem sido responsável por boa dose do êxito na construção da imagem da governante até aqui.
Fafá, é bem verdade, possui alguns requisitos naturais que ajudam. E a conjuntura sociológica dá outra mãozinha. Para exemplificar, deve ser citado o carisma da prefeita. Skarlack, que conhece bem de perto esse predicado, desfia seu rolo de estratagemas para alargar a presença de Fafá, apostando em especial no uso (a utilização dessa palavra não é força de expressão) da mídia para isso.
Entretanto, ao mesmo tempo em que joga com virtudes e fraquezas da imprensa nativa para servir com fidelidade ao grupo de Fafá, o jornalista convive com pressão extremada e quase invisível, testando sua própria resistência. Filho de um trabalhador braçal e uma doméstica, estudante de escola pública, mestiço, pobre e com outros estigmas, Antônio Carlos Farias, dono do estranho pseudônimo de Skarlack, é mais um nome que paga por não ser um ariano mossoroense, espécie de pseudo-raça superior.
Não é nossa intenção canonizar Skarlack. Conhecemos como poucos os seus defeitos. Contudo, não dá para ser indiferente à marola torpe de uma legião de burgueses decadentes e "novos ricos" estúpidos. É uma gente que se imagina suprema e se sente traída, por verificar num cargo de vulto quem não faz parte de sua linhagem. Mas tudo isso é resultado ainda da estagnação social que Mossoró vive, mergulhada num provincianismo parvo, onde fazemos caras e bocas de cosmopolitas.
Skarlack comete deslizes censuráveis, mas eles ficam maiores porque estão enquadrados pela lente do preconceito elitista, acrescido do choro de invejosos de outros degraus da sociedade. O fato de praticamente ter continuado o mesmo, investido no cargo de secretário, é edificante para Skarlack, mas parece imperdoável aos pobres de espírito. "O poder não modifica o homem, o poder revela o homem", comentava o frei Betto.
Antônio Carlos, o Skarlack, vence por seu esforço e superação. Ele não age com o cientificismo e pragmatismo políticos de gênios como cardeal Richellieu na corte de Luis XIV, de Josef Goebbels expandindo a liderança de Hitler ou mesmo do sergipano Lourival Fontes, criador do mito Getúlio Vargas através do nefasto Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Contudo, nesse microcosmo que é Mossoró, tem parte dos méritos pela sustentação de Fafá e seu incipiente grupo político-familiar.
O jornalista, que está secretário, só tem que se acautelar com os tapinhas nas costas, esse tamborilar próprio do poder. Mais do que representar gesto de afeto, é a sinfonia da perfídia. Afinal de contas, a mão que afaga é a mesma que apedreja.
Comunicado final deste Blog Jornalístico
A partir de hoje, um novo endereço na Internet responde pelo trabalho jornalístico que procuro desenvolver neste universo virtual. Depois de...
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