O subversivo verde
Em plena efervescência da ditadura militar, com o líder Aluízio Alves cassado em seus direitos políticos, o popular “Pedro do Carneiro Verde” não se entrega. Na vitrola, músicas e discursos de campanha ecoam o dia todo pela vizinhança.
Denunciado como subversivo, por estar fazendo apologia a um “inimigo da revolução”, Pedro é recolhido à cadeia.
Senhoras de reputação ilibada e seguidoras de Aluízio Alves, Edith Souto e Rose Cantídio apelam à compreensão do delegado. “Não se preocupe que ele não vai fazer mais”, garantem. Chegando à sua casa, elas têm de Pedro uma promessa tosca de que cumprirá a medida.
- É, mas a casa é minha, o disco é meu... – resmunga.
Quando Rose e Edith vão se afastando de carro, ainda conseguem ouvir os primeiros acordes: “Aluízio Alves vem do sertão, lá do Cabugi (...).”
Previsivelmente, Pedro levou outro tempo de xilindró.
Em plena efervescência da ditadura militar, com o líder Aluízio Alves cassado em seus direitos políticos, o popular “Pedro do Carneiro Verde” não se entrega. Na vitrola, músicas e discursos de campanha ecoam o dia todo pela vizinhança.
Denunciado como subversivo, por estar fazendo apologia a um “inimigo da revolução”, Pedro é recolhido à cadeia.
Senhoras de reputação ilibada e seguidoras de Aluízio Alves, Edith Souto e Rose Cantídio apelam à compreensão do delegado. “Não se preocupe que ele não vai fazer mais”, garantem. Chegando à sua casa, elas têm de Pedro uma promessa tosca de que cumprirá a medida.
- É, mas a casa é minha, o disco é meu... – resmunga.
Quando Rose e Edith vão se afastando de carro, ainda conseguem ouvir os primeiros acordes: “Aluízio Alves vem do sertão, lá do Cabugi (...).”
Previsivelmente, Pedro levou outro tempo de xilindró.
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