sábado, agosto 05, 2006

"FOLHADUTO"

Jornal circula com matéria investigativa devastadora

O semanário Página Certa de Mossoró, começa a circular à tarde deste sábado, 5, com reportagem especial investigativa, mostrando o nível de nepotismo no governo da prefeita Fafá Rosado e outros desmandos, como funcionários fantasmas. A folha de pessoal é o "xis" do caso, onde se forma o "Folhaduto" desde a gestão anterior.

Leia os paragráfos de abertura da reportagem-denúncia demolidora:

'No dia 30 de julho terminou prazo dado pelo Ministério Público para que os poderes executivo e legislativo se adequassem à resolução que trata do nepotismo (emprego de parentes na atividade pública).

A orientação em nível de Mossoró foi prontamente seguida pela Câmara de Vereadores, que demitiu 56 familiares ligados aos seus 13 ocupantes. Quanto à prefeitura, a postura foi diametralmente oposta: a prefeita Fafá Rosado (PFL) mandou avisar por alguns subordinados, que não demite nin-guém.

- O promotor sabe disso - que não há lei que proíba o nepotismo nos poderes executivo e legislativo -, argumenta Marcos Lanuce, procurador-geral do município, com a serenidade de um monge budista

É explicável a atitude do governo da prefeita Fafá Rosado (PFL). Ele veio realmente para "continuar" a administração passada, os oito anos consecutivos da ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PFL). Fafá reproduz uma cínica e criminosa prática da elite política brasileira: transforma a empresa pública numa propriedade privada, para servir à própria família. É da gente, ou seja, deles.

Slogans como "Mossoró da Gente" e "Adoro Mossoró", o primeiro da gestão Fafá e o segundo da era hoollywoodiana de Rosalba, revelam que elas têm motivos de sobra, que se encontram nos cofres públicos, para tamanha demonstração de "amor" por esta terra.

Documentos a que este jornal teve acesso (exclusivo) há pelo menos cinco meses, referentes à misteriosa folha de pessoal da Prefeitura de Mossoró, indicam estar existindo um modelo mais perverso de nepotismo.

Além de empregar toda a parentada, Fafá dá renda a familiares-afins, aliados e a certos colaboradores - até de fora do Estado e País - sem exigir que ofertem sequer o trabalho em troca. É o que tecnicamente se chama de sinecura. Falta de vergonha, para melhor exemplificar.'


Do Jornal Página Certa (84-3314-0922, http://www.jornal.paginacerta.com.br)

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